Agora que o lineup já está anunciado, nada melhor que conhecer um pouco sobre as bandas, certo? Nós fizemos um pequeno resumo de cada uma delas e também selecionamos um vídeo pra que você possa ficar por dentro de tudo que vai rolar muito em breve no segundo cruzeiro do Paramore, o Parahoy!. 

A banda de hoje é o X Ambassadors, que ficou bem famosa aqui no Brasil após ser trilha sonora que uma recente novela global com o hit “Renegades“.

X Ambassadors:

Algum pouco de nosso mais duradouro Rock And Roll é construído sobre a seguinte verdade: as vezes você tem de replantar a si mesmo para encontrar suas raízes. Quase uma década atrás, três dos quatro jovens membros de Ithaca, New York, o quarteto X Ambassadors deixaram sua casas com uma grande ambição, prometendo não olhar para trás. Assim como tantos outros jovens de pequenas cidades fizeram antes deles, eles ansiavam encontrar fama e fortuna. Eles queriam, como confessam em um de seus mais poderosos novos sons, “ser grandes”. E depois de anos lutando e superando desafios pessoais, o estrelato no rock foi eminente. Mas alguma coisa estava faltando. Algumas bandas nunca recuperam a parte que falta, mas as potencialmente boas vão atrás disso. Mias frequentemente do que não, a busca os direcionou de volta pra casa. O pisante sincopado álbum da X Ambassadors, intitulado “VHS” estreou. E o álbum é todo sobre aquele período de exploração. Ironicamente, ele se provou ser uma viagem — como a antiquada tecnologia que o nome do álbum indica — ao passado.

Os colegas de gravadora do X Ambassadors (KIDinaKORNER), da Imagine Dragons e Jamie N. Commons aparecem em “VHS” (nas faixas “Fear” e “Low Life” e “Jungle”, respectivamente), mas os convidados mais notáveis são os membros da banda mais jovens, mais inquietos.  As músicas de “VHS” foram tecidas com uma série de interlúdios, ou pedaços de áudios de arquivos de vídeos de suas famílias. “Moving Day” e “First Gig” fornecem uma narrativa cinematográfica e prestam homenagem pelo amor que eles têm pelo hip-hop. Álbuns clássicos de De La Soul, Dr. Dre, Fugees e Eminem também foram pequenas piadas ou micro-dramas entre as faixas do disco. “Queria que o álbum parecesse um filme”, diz o cantor e guitarrista da banda, Sam Harris. Consequentemente, as músicas de “VHS” falam sobre movimento, velocidade, e determinação para se afastar da dor e das limitações de status que pequenas cidades nos trazem. “Fuja comigo/Almas perdidas e bagunça”, Sam canta com um jeito de Bruce Springsteen mais novo no primeiro single do álbum, o hit Top 5 na parada Alternativa, “Renegades” — uma ode folk-rock que cabe aos desajustados e aventureiros. Então ele continua: “Correndo selvagemente e correndo livres/Duas crianças, você e eu.”

A música sempre foi amiga de Sam e seu irmão mais velho, Casey Harris (tecladista da X Ambassadors), mesmo quando amigos de verdade eram poucos. Os irmãos cresceram com instrumentos e lições e os já clássicos álbuns de bandas como Beatles, Stones, Billy Joel, e Joni Mitchell. Estes, bem como o teatro musical do qual Sam participou na escola instigaram um forte senso de melodia e composição neles, bem como bons ganchos. Os álbuns de Johnny Cash e Woody Guthrie que o pai cineasta de Sam mais gostavam deram a ele um senso de organização e narrativa. Mas todo o resto à volta deles apontava para um certo tipo de glória americana esmaecida que gritava: “Não há futuro pra vocês aqui.” “Muitas cidades ao norte de New York são meio abandonadas”, Sam diz. “Elas costumavam ser grandes metrópoles e agora não são mais. Grandes cidades como Binghamton e Rochester não têm mais sido verdadeiramente grandes desde os anos 50 e 60. A maior parte dos negócios manufaturados se mudou pro exterior.”

O Hip-Hop deu a Sam sua voz, sem sacrificar o amor que ele tem por grandes canções de rock feitas para grandes arenas. “Me tornei imediatamente obcecado com isso”, ele diz. “Era empolgante. Sentia como se tivesse encontrado minha própria música.” A banda assinou como Hip-Hop com o cabeça de sua gravadora, Alex Da Kid, da KIDinaKORNER, um veterano especializado em fazer hits que já trabalhou com Dr. Dre e Nicki Minaj. O principal ingrediente em “VHS” é assumidamente o Hard Rock, como em “Superpower”, ou nas pop temperamentais e cheias de alma “Renegades” e “Unsteady”, mas há algo rítmico e desprendido que só poderia partir de um fã de Hip-Hop, e isso faz com que os momentos mais instrospectivos do álbum ganhem momentos onde há uma ginga totalmente nova.

Não é como que uma banda mais fortemente comandada por guitarras receba elementos de Soul e Hip-Hop em sua canções com tanto equilíbrio e cuidando quanto a X Ambassadors faz. Eles têm sido, afinal, algo totalmente sobre o rock desde o início da carreira. Sam conheceu seu futuro guitarrista Noah Feldshush no primeiro dia do jardim de infância. “Nós tínhamos 5 anos de idade e nos tornamos melhores amigos”, Sam lembra. Conforme eles foram envelhecendo, ambos adoravam Red Hot Chili Peppers, Coldplay e Kings Of Leon, então foi aí que resolveram formar uma banda. O germinante grupo começou a gravar demos muito cedo. As canções eram admitidamente cruas, mas a noção de estar em uma banda e de ter o senso de irmandade já era suficientemente empoderador.

Casey, apesar de ser cego desde a infância, se realizou o suficiente no piano primeiro, para depois levar uma vida como sintonizador profissional. Ele tocou com uma série de bandas locais e ocasionalmente estabeleceu-se em uma versão nascente do grupo atual. Mas Sam não tinha interesse em se juntar a Casey. “Fiquei tipo ‘De jeito nenhum que vou estar em uma banda com meu irmão'”, ele diz. Casey acrescenta com uma risada: “Eu era muito chato com ele.” Todo mundo o defendeu para que Sam cedesse. “Todos disseram ‘Sam, seu irmão é melhor músico que todos nós. Por favor!’ Então eu cedi.”

No momento em que Sam e Noah se matricularam na The New School de New York, em 2006, eles precisavam de toda a força criativa que poderiam reunir. Manhattan então não foi algo desconexo em termos de idade, mas sim governada por descolados hipsters propensos a repudiar descaradamente uma equipe de residentes da cidade loucos por Hard Rock. Eles conheceram o baterista Adam Levin nos dormitórios e logo o nativo de Los Angeles juntou-se à banda, mas os fãs estavam em falta, e os irmãos Harris sentiam que a cidade de Ithaca parecia nunca estar longe o suficiente. “Nunca nos sentimos como uma banda de New York”, Sam diz. “Você espera se mudar para determinada cidade e se tornar parte da cena dela, mas isso nunca aconteceu. Foi uma batalha para que conseguíssemos shows.”

Entre aulas e trabalho para pagar as contas, havia todo o tipo de razão para desistir, mas fazer isso significaria encarar um retorno às suas próprias origens antes mesmo que eles estivessem prontos para isso. Casey se juntando ao rebanho, depois de anos trabalhando e viajando se provou ser um tiro no braço. Em 2012, a balada “Litost” foi incluída em uma playlist do Spotify e chamou a atenção do diretor da estação 96X, na Virgínia. Rapidamente ela se tornou uma favorita local e a mais pedida canção da rádio no ano. Isso os levou a uma assinatura de contrato e a muito burburinho. Outra canção, “Unconsolable”, forneceu outro avanço, dessa vez criativo, já que detalhava as lutas pelas quais Sam passava em seu relacionamento. Para Sam, escrever se tornou não só um modo de fugir da vida de cidade pequena, mas também uma maneira para que ele explorasse temas férteis sobre desejo, ciúme e dor pessoal. A música era uma cura e os outros começaram a notar isso. “‘Unconsolable’ foi a primeira canção onde capturamos algo verdadeiramente único”, ele diz. Adicione um impressionado Alex Da Kid, que estava trabalhando com o pessoal do Imagine Dragons, um Rock Alternativo. Alex, Dan Reynolds (vocalista da Imagine Dragons) e um amigo da banda, Dan Stringer, co-produziram o EP de 2013 do X Ambassadors, “Love Songs Drug Songs”, para a KIDinaKORNER/Interscope Records.

As composições foram ficando cada vez melhoras com Sam descobrindo como transformar as mais dolorosas circunstâncias de sua vida pessoal em música para o EP de 2014, “The Reason”, assim como pode se ver em “The Business” e em “Free And Lonely”, que ressoam com verdades universais sobre fugir do passado e perseguir seus sonhos. É uma característica que evoluiu em uma das faixas de maior destaque de “VHS”, “Unsteady”, que fala sobre o divórcio dos pais dele e de Casey — um golpe duro para a unida família Harris.

O destino os desafiou mais uma vez quando Casey ficou doente por causa de uma doença renal que exigia transplante (por fim, a mãe deles doou um de seus órgãos). “No grande esquema de nossa banda, isso pareceu um ponto no radar”, diz Casey com relação a esse episódio. “Não vou mentir”, adiciona Sam “foi muito estressante”. Mais uma vez, no entanto, eles emergiram mais fortes e determinados a ultrapassarem os limites de suas humildes origens. Logo depois, os garotos da pequena cidade se tornaram idôneos, fazendo turnês Rock And Roll e shows ao lado de Imagine Dragons, The Lumineers e Panic! At The Disco. Cada show estelar ao vivo foi acrescentando membros à sua base de fãs, anteriormente indescritível.

“VHS” fez o X Ambassadors completar um ciclo. E enquanto eles se preparam para atacar por conta própria mais uma vez, eles finalmente têm auto-consciência para guiá-los até o próximo capítulo. “Esse álbum é a culminação de todo o trabalho que viemos fazendo desde a sétima série”, Sam diz. “Queria mostrar às pessoas quem nós somos — um grupo de irmãos, melhores amigos, e uma família que já passou por muita coisa juntos.” Em um dos interlúdios, “Y2K Time Capsule”, o pai dos irmãos Harris os pergunta onde eles se vêm em 15 anos. A resposta: muito longe. Isso foi em 1999, e agora, depois de uma década e meia, a alma de Sam foi restaurada com ele voltando a suas origens. Ele mantém um novo senso de paz e entendimento pelo lugar que lhe deu um novo olhar. “É lindo”, ele fala sobre a terra conhecida por seus desfiladeiros, lagos, folhagens, e agora, X Ambassadors. Você pode e provavelmente deve ir pra casa de novo.

A Sixthman, responsável pelo cruzeiro, preparou uma playlist no Spotify com músicas de todas as bandas que estarão no barco. Confira:

Confira também o primeiro post da série, sobre a CHVRCHES, e o segundo, sobre mewithoutYou!

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4 Replies to “Conheça X Ambassadors, banda que estará na segunda edição do Parahoy!”

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