Agora que o lineup do Parahoy! já está anunciado, nada melhor que conhecer um pouco sobre as bandas, certo? Nós fizemos um pequeno resumo de cada uma delas e também selecionamos um vídeo pra que você possa ficar por dentro de tudo, e quem, sabe, se tornar mais um fã. A “banda” de hoje é Lights, canadense que tem sido muito visada em seu país de origem. Leia:

Lights:

Se você se conta como um membro de longa data do grupo de fãs de Lights, prepare-se para perder a cabeça com “Little Machines”. Esse álbum — um brilhante, inovador, generosamente melodioso de techno-pop do século 21 está recheado de canções cheias de imediatismo e e eternamente puras de coração que chegam a parecer antigos amigos — fará perfeito sentido pra você na melhor maneira possível.

Se você é novo com relação à Lights, não se preocupe: você escolheu um ótimo lugar para começar. “Little Machines” representa um sonhos de união, e massiva autoconfiança em expensão, com relação ao que a pequena cantora canadense, escritora e entusiasta do synth pop já fez algum dia. Agora você pode voltar ao nosso catálogo muito bem informado.

Esse catálogo tem um nível de criatividade bem elevado, só pra que você saiba. O trabalho anterior de Lights, “Siberia”, de 2011, foi um LP surpreendentemente ambicioso para alguém do ensino médio, que virou a cabeça de muitos por sua introdução a camadas de dissonância sintética e uma certa trepidação dubstep que deram a cara dela a um melódico e doce som electro-pop. Foi uma verdadeira luta fazer com que “Siberia” saísse para o mundo, mas quando ele chegou lá, — recebeu a posição número 3 na estreia do álbum e certificação de ouro pelas vendagens no Canadá, sendo mais de 100 mil cópias internacionais, com grandes quantidades de críticas internacionais aclamando o trabalho — colocou Lights em perfeita posição para conquistar o mundo com seu próximo álbum.

O único problema foi que o tal próximo álbum se recusou a vir. Apesar dos riscos artísticos que “Siberia” teve, foi um álbum validado por críticas positivas e muitas vendas, mas Lights não conseguia compor uma nota ou letra que ela gostasse para o álbum seguinte e foi aí que ela desceu para um poço se fundo de dúvidas. É espantoso pensar que um músico que havia demonstrado ser uma promessa e ter confiança possa acabar com medo de que isso tudo passasse após seus 20 e poucos anos, mas isso foi exatamente o que aconteceu: Lights se convenceu de que ficaria sem coisas pra falar sobre. Foi um caso, como ela diz, “do pior bloqueio de todos.”

“No momento, eu passei várias noites apenas gritando”, Lights fala entre um coquetel e uma mordida no Snrsky Dee’s, um santificado restaurante Punk-Rock em Toronto, além de casa de shows onde um dia ela já foi amada o suficiente para comer ter um refeição só pra ela — o “Cactus in The Valley” — que ganhou este nome em sua honra. “O que vou fazer? Não consigo mais. Perdi minha chance.”

Lights se envolveu com pintura e poesia. Ela buscou refúgio na música de muitas artistas mulheres, desde Patti Smith até Cyndi Lauper, que a inspiraram durante vários anos. Ela desapareceu no sertão de New Mexico em uma jornada solo onde aproveitou a natureza. E de repente, uma vez que ela parou de se preocupar com o que faria em seguida e começou a apreciar escutar música de novo, as canções começaram a surgir.

Lights provou sua visão de futuro com “Siberia”, um electro cheio de vigor, então em Little Machines — trabalhando com o produtor/engenheiro Drew Pearson (que trabalhou com Katy Perry, OneRepublic) e um dos melhores mixers de todos, Mark Spike Stent (que mixou para U2, Madonna, Beyoncé) — ela se permitiu um sistema eletrônico mais futurista para casar melhor com o agudo senso de melodia presente em seu trabalho de estreia em 2009, “The Listening”.

“Cuidei das letras e melodias primeiro, e depois tratei da produção”, ela diz. “Queria uma canção incrível que mais tarde eu pudesse tocar.” “Little Machines” é menos preocupado em fazer uma declaração artística que seu antecessor, e mais preocupado em deixar canções com sonoridades exuberantes como em “Running With The Boys”, “How We Do It” (que contém um refrão triunfante: “Não sai em um momento de glória/É tudo sobre como e onde você foi parar”, e o primeiro single, o hino “Up We Go”, vende-se sem muitos adornos.

Aos 27, Lights não é mais a garota extraordinariamente talentosa que assinou seu primeiro contrato aos 15. Durante o processo de compor e gravar “Little Machines”, ela e o marido Beau Bokan (da banda de metalcore Bless The Fall, de Los Angeles) estavam esperando seu primeiro filho, uma menina chamada Rocket Wild Bokan, nascida em fevereiro passado. No entanto, há uma vitalidade contagiante para uma música que vai de mão em mão com seus temas de nostalgia, ansiando por uma fuga aos tempos mais simples.

Ela também lutou com questões relacionadas à idade, as quais os artistas sempre se perguntam: “Com qual propósito estou no mundo da música? O que posso oferecer às pessoas?”, ela diz. “Então comecei a escrever sobre coisas que importavam para mim, e essas coisas eram sobre ser jovem e sobre a incrível ingenuidade que eu tinha. Não escrevi sobre estar tentando ser alguma coisa, o que foi ótimo.”

Depois de todo o trabalho duro que Little Machines requereu, Lights está feliz em ter visto que se tornar mãe fez sua criatividade rejuvenescer. Tão real quanto as lágrimas e ataques de pânico tarde da noite, o bloqueio da escritora acabou sendo um falso alarme. Ela ainda tem muito a dizer, e conclui: “Acabo de fazer o que acho ser a melhor coisa que eu já fiz.”

A Sixthman, responsável pelo cruzeiro, preparou uma playlist no Spotify com músicas de todas as bandas que estarão no barco. Confira:

Leia também os posts anteriores, apresentando CHVRCHES, mewithoutYou e X Ambassadors

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2 Replies to “Conheça Lights, banda que estará na segunda edição do Parahoy!”

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