Numa entrevista dada para a revista neozelandesa Coup de Main ainda ano passado, a banda conversou um pouco sobre suas expectativas sobre os shows da Tour Four. Zac também fez comentários sobre alguns dos processos criativos da era After Laughter. Já Hayley conta como foi escrever Forgiveness e comenta sobre a mudança de significado, para ela, das músicas do novo álbum após terem sido tocadas ao vivo, bem como outras novidades. Você pode conferir a tradução completa da entrevista logo abaixo:

COUP DE MAIN: Acaba de ser anunciado que vocês levarão a turnê After Laughter para a Nova Zelândia no próximo ano com a Tour Four no Dia de São Valentim – vocês estão animados com o retorno para nossas costas?
ZAC FARRO: 
Uh, dãa! O único lugar que eu quero ir na minha vida.
HAYLEY WILLIAMS: Sim, nós mal podemos esperar, já faz tanto tempo, sinceramente. Eu não sei o que nos levou tanto tempo, desculpa.

CDM: Seus fãs estão super animados! Nós colocamos um pop-up de fotos no nosso escritório algumas semanas atrás e centenas de fãs esperaram em fila por uma hora. Foi tão fofo.
TAYLOR YORK, ZAC, HAYLEY: Ah, legal!

CDM: Zac, a última vez que nos vimos foi num show da HalfNoise em Auckland lá em 2015 no The Kings Arms, então eu preciso dizer que estou muito animada por ouvir “Scooby’s In The Back” num show do Paramore no ano que vem. Como é tocar essa música ao vivo num show do Paramore?
ZAC FARRO: 
(risadas) A gente pode ter modificado um pouco, mas tem sido tão divertido! De início, eu ficava um pouco nervoso por nunca ter cantado na frente de mais de 100 pessoas e então num show do Paramore sempre tem mais de 100 pessoas, o que foi um pouco tenso mas tem sido tão divertido porque eu acho que a HalfNoise é uma banda muito séria e algumas vezes parece que podemos ser tão patetas o quanto quisermos e não é nada demais porque a banda não é assim tão importante. (risadas) A banda não é assim tão importante – mas ela é, sabe o que eu quero dizer? É realmente despreocupado, então tem sido muito divertido e ficou muito melhor desde aquela vez no Kings Arms, aquilo foi quando estávamos começando. (risadas)

CDM: Essa turnê parece particularmente legal – como foi o processo de idealizar toda a produção e design para a turnê?
HAYLEY: Foi agonizante! (risadas)
ZAC: Os visuais foram criados por um amigo nosso de Nashville, Mike Kluge. Ele fez grande parte do visual louco de VHS analógico e nós sabíamos que se encaixaria na energia do novo álbum, nós queríamos que os visuais ao vivo representassem isso. Então acabou resultando em algo bem legal porque tem muito conteúdo radical para se trabalhar, e se encaixa com essa energia muito bem.

CDM: Vocês já estiveram na Nova Zelândia tantas vezes, vocês sabem o quão emocionante é pra nós quando temos qualquer tipo de conexão com o mundo exterior, então é claro que foi muito interessante pra gente descobrir que o neozelandês Scott Cleary criou a arte da capa do “After Laughter”. Por quê vocês decidiram pedi-lo para fazer o trabalho de arte?
ZAC: Ha! Essa é divertida.
HAYLEY: Bem, esse é outro amigo do Zac que nós conhecemos. Taylor e eu o conhecemos quando estávamos em Los Angeles finalizando o álbum.
ZAC: É, ele mora em LA agora. Eu o conheci porque eu morei na Nova Zelândia por um tempo, e o conheci através de outro amigo e então foi na verdade ideia do Taylor usá-lo para a capa, mas sim ele é ótimo. É bom poder manter isso entre a família, se temos amigos que fazem arte, preferimos usá-los do que alguém que não conhecemos.

CDM: “Forgiveness” é um ponto alto do álbum pra mim. Você acha que o perdão é um estado de espírito que você consegue alcançar de uma só vez? Ou é constantemente um trabalho em andamento?
ZAC: Uau, boa pergunta.
HAYLEY: Eu acho que é tipo, todo dia, você tem que escolher. É um pouco como a esperança, é bastante abstrato e talvez sua mente mude sobre o que realmente é ou não é algum dia, mas essa foi a primeira música que escrevemos para o álbum e é interessante porque eu estava aprendendo um bocado sobre com o que o perdão se parece, o que ele era, e então eu meio que pensei que tinha entendido e continuei a escrever e notei que só porque eu achei que tinha entendido não significava que esses outros pedaços não continuariam caindo, e que eu teria que aprender a juntá-los também. Eu acho que definitivamente é um processo. Acho que é algo que você não necessariamente apenas melhora quando lida com um novo problema ou dor na sua vida, você vai precisar aprender com o quê o perdão se parece naquela situação e algumas vezes vai ser algo realmente doloroso e que você vai ter que aprender sobre isso pelo lado do outro. Já fazem dois anos desde que eu escrevi essa música e eu ainda estou aprendendo, ainda estou descobrindo isso.

CDM: Hayley, na sua entrevista com o Zane Lowe antes do lançamento do álbum você disse que talvez quando você começasse a tocar as músicas desse álbum ao vivo elas poderiam mudar pra você com o passar do tempo – tem sido esse o caso?
HAYLEY: Sim, tem sido o caso, eu acho. Você tem alguns dias que não são tão fáceis mas ao mesmo tempo, só escrevendo essas músicas, eu não percebi na verdade o grande passo que já era apenas escrevê-las. Parecia muito difícil, sabe? Porque querendo ou não você está passando por algo que é tipo, gigante, ainda é difícil escrever um álbum e fazê-lo, especialmente quando você é super apaixonada por isso e quer estar realmente orgulhosa. É sempre muito trabalhoso mas depois poder dizer coisas que você teve que realmente desenterrar e colocar na luz pela primeira vez, eu não tinha percebido o triunfo que há nisso, de tocá-las toda noite e pensar no passado e ser capaz de refletir, seja no palco, ou antes dos shows ou qualquer coisa. Eu acho que tem sido um processo de cura bem legal, e talvez não tanto de cura quanto de aceitação, e isso tem sido muito legal mesmo. Ainda faltam algumas músicas no “After Laughter” que eu sei que talvez sejam mais difíceis, mas a boa notícia é que elas são músicas muito divertidas então talvez a gente possa dançá-las.

CDM: Nós estamos trabalhando numa lista de “Artistas que você deve conhecer em 2018”, e nós adoraríamos uma sugestão de vocês, se vocês tem algum artista em mente para uma colaboração?
HAYLEY: Eu andei escutando bastante uma banda no Saddle Creek chamada Land Of Talk, eu realmente gosto deles, eles são ótimos.
ZAC: Confiram The Strokes! Tame Impala tem algumas b-sides! Eles são uma banda nova. Eu não consigo pensar em nenhuma agora. Scuba Diva da Nova Zelândia é ótima!

CDM: Zac, eu gosto demais dos seus vocais em “Grudges” com a Hayley! Obviamente essa música foi muito importante pra vocês dois – essa é uma das que vocês planejam tocar ao vivo eventualmente?
ZAC: Eu não sei sobre essa música, mas nós definitivamente iremos adicionar mais algumas do “After Laughter nessa turnê.

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