Hayley Williams revela como lidou com ansiedade e depressão durante a criação do álbum ‘After Laughter’

Na última sexta-feira (21), Hayley Williams concedeu uma entrevista à rádio britânica BBC.  Durante a conversa, ela falou sobre o processo de criação do álbum “After Laughter”, e revelou como foi lidar com a depressão e ansiedade, confira:

Apresentadora: Hayley, você está aí?

Hayley: Ei!

A: Oh, aqui vamos nós! Uhh! Obrigada por acordar a essa hora. Eu sei que é muito, muito cedo.

H: Não, honestamente, eu tenho acordado muito cedo. Eu não tenho dormido muito ultimamente, acho que estou um pouco ansiosa e animada. Então, sim, estou acordada já faz um tempo, não precisa se preocupar.

A: Ok, legal. Então eu preciso te dizer que você deveria estar muito feliz, porque a música é ótima!

H: (risos) obrigada!

A: Eu genuinamente gostei dela. E sei que vocês são de Nashville, certo?

H: Sim!

A: Sabe, quando alguém famoso de Nashville faz algo, todo mundo quer reivindicar isso e fica muito animado tipo “Eu te disse, eles são de Nashville!”

H: (risos) eu acho que sim!

A: Você já ouviu falar disso? É algo que acontece! E sabe de outra coisa? Aqui está: quando eu ouvi sua música eu pensei “ok, eles realmente gostam de música de Gana e música africana. Meus pais são de Gana e quando eu ouvi a música pela primeira vez eu pensei “ok, essa música é highlife [gênero musical proveniente da África], vai impactar muito a música”, é o que parece para mim. Eu amei.

H: Ah, isso é muito bom, mal posso esperar pra contar para o Taylor!

A: É uma música ótima! Digo, quando ouvi pela primeira vez, colocou um sorriso no meu rosto.

H: Na verdade, quando eu entrei no carro do Taylor para dar uma volta, ele tinha tipo, ele estava ouvindo muita música de batida africana, ele falava tipo “sei lá, é disso que eu estou gostando agora!” e então, depois disso, eu sabia que estávamos prestes a levar a banda para um caminho diferente, mas tem sido ótimo pra gente, poder injetar na nossa música um pouco mais de personalidade e influência.

A: Claro! Esse single em particular é uma boa imposição própria, porque a música no geral é tão feliz, upbeat, meio que me lembra montagens de filmes dos anos 80, sabe, daqueles que transformam o adolescente nerd na pessoa mais popular da escola… a música se encaixaria aí, mas a letra é tão pesada, o álbum inteiro é assim?

H: Sim, é sim. É sim. Eu não conseguiria… demorou muito para que eu pudesse escrever algumas das letras das novas músicas porque o Taylor estava escrevendo melodias muito divertidas e alegres, acho que isso transparece, mas aí também tinha tudo que estava acontecendo na minha cabeça, foi muito difícil, eu acho que pela primeira vez na minha vida eu estou entendendo o que é realmente sofrer com a depressão e isso tem sido muito estranho para mim, e também me deu muita empatia por outros amigos meus que sofreram com ansiedade ou depressão, como o Taylor, eu sei que ele lidou com isso, e o Zac, teve que lidar com isso e… é, eu não conseguiria realmente me colocar em um lugar em que… não importa o quanto estávamos curtindo as músicas, eu não ia conseguir ser falsa em relação a elas e ao que eu estava sentindo, então eu tentei descobrir um jeito de juntar meus sentimentos às batidas e ao ritmo e às melodias tentar deixar isso divertido para mim.

A: Absolutamente. Sabe, eu acho que a depressão ainda é um tabu muito grande das últimas gerações, acho que com nossos pais é tipo “ah, pare com isso, está tudo bem… você não tem que…” sabe? E eu acho que nós estamos em uma geração que é muito social e você quase PRECISA falar sobre essas coisas, você não pode escapar disso.

H: Eu lido com a ansiedade há muito tempo, e o Taylor diz muito bem quando fala que existem muitos motivos para se estar triste e muitos motivos pelos quais devemos nos animar, mas as duas coisas existem, sabe? E é meio que como tentar segurar essas duas realidades sabendo que “ei, sabe, hoje eu não estou muito bem, hoje eu estou depressiva” e amanhã eu posso estar encantada com algo e… e… talvez seja muito bom falar sobre isso também.

A: Certo! Hayley para presidente

(risos)

A: Muito obrigada por tirar um tempo para falar com a gente, tem sido legal conversar com você.

H: Muito obrigada!

A: Eu vou tocar sua música nova agora, então… é, Hayley, muito obrigada! Audiência, aproveite, essa é “Hard Times”, a nova do Paramore.

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Larissa Stocco

They may be hard times, but at least they're neon ▪ Instagram: @laristocco