Hayley Williams representa esperança no cenário da música pop mundial

O portal de notícias voltado ao meio musical e entretenimento Death and Taxes, divulgou uma matéria na sexta feira (13), apontando a decadência da música pop na atualidade como causa da depressão dos norte-americanos.

De acordo com a matéria, a vocalista do Paramore, Hayley Williams, é a artista “adequada” à música pop e o futuro do gênero. Confira a tradução da matéria:

A música pop está nos deixando deprimidos. Mas há uma pílula de felicidade para isso

A América está deprimida. O psicólogo Martin Seligman descobriu que as raízes da depressão  são o resultado de um sentimento de “desamparo aprendido”. Significa que nosso ambiente não atende as nossas necessidades. Em 2010, 23 milhões de americanos estavam tomando antidepressivos; de acordo com o Washington Post, nós comportamos três quartos dos depressivos do planeta. Por que estamos tão deprimidos? Bem, isso exigiria um livro, mas a ciência nos mostrou que a música popular faz parte do problema, e está relacionada diretamente ao senso de “desamparo aprendido”, porque sejamos realistas, não há nada que possamos fazer sobre isso que não seja fora de sintonia.

Acredite ou não, há ciência por trás da música pop. Há dois anos, aproximadamente na mesma época que o Paramore anunciou a data de lançamento de seu quarto álbum auto intitulado, pesquisas na Espanha lançaram um estudo no qual foi divulgado que a música pop ficou mais em alta nos últimos 50 anos. Eles também encontraram “evidências de uma progressiva homogeneização do discurso musical”, que significa que o que ouvimos no rádio sempre soa o mesmo. Isso não é bom, especialmente se você acredita em Elena Mannes, autora do livro “O poder da música”, no qual ela afirma que a música tem o poder de curar déficits neurológicos. Ela também acredita que a música estimula o cérebro mais do que qualquer outra função humana, incluindo o sexo.

Então, se o que ouvimos no rádio sempre soa o mesmo, e nossas estrelas do pop incluem artistas sem conteúdo como Katy Perry, é possível afirmar que os mesmos estão nos tornando menos capazes neurologicamente? A nossa escolha musical pode até mesmo prever nossa personalidade; então se Katy Perry lhe faz feliz, você provavelmente (de acordo com o estudo realizado por Rentfrow & Gosling, em 2006) é uma pessoa extrovertida, com os olhos arregalados, que acha que o sol gira em torno da Terra.

Isso pode não ser o único motivo (ou até mesmo o principal), mas vamos aceitar isso, toda essa porcaria no rádio – seja Taylor Swift perfurando um buraco em seu crânio sobre seu último namorado, ou Beyoncé com outra música sobre ser “feroz” – o fato é que, a América está se tornando retardada e mais deprimida, parcialmente resultado de como a música pop está ruim atualmente.

Simplificando, o sentido de “desamparo aprendido” é acabar conosco. Estamos permitindo que ele nos pacifique completamente (você sabe, tentando gostar de Katy Perry usando mouth bling e cantando rap), ou transformar-nos por completo, desconectando e evitando a música popular completamente.

Mas a cura está diante de nós desde 2007, e ela provou isso na apresentação do Summer Concert Series no Good Morning America, hoje pela manhã. Ela é a vocalista do Paramore.

Hayley Williams é uma estrela pop ofensivamente infecciosa, que brilha mais do que uma explosão atômica no deserto de Nevada. Ela é grande, não em termos de estatura, mas no palco ela é maior do que um arranha céu. Seu cabelo vermelho ardente, seus vocais em constante expansão, e a inabilidade de aparentar estranha é contagiante. Sério, cada movimento de dança, ou gesto, ou cada nota que soa de seu pequeno diafragma, tem um propósito por trás disso.

A performance do GMA destacou o fato de que o pop punk (mais do que qualquer outro subgênero do pop), pelo menos quando Hayley Williams está fazendo isso, pode ser perigoso e divertido. Ela é a coisa mais enérgica que já segurou um microfone, e seu senso de estilo colorido, é acentuado por uma habilidade absolutamente grande em envolver a multidão suando toda a serotonina de seu corpo.

Se a música pop aumentou o nível ao longo dos últimos 50 anos, bem, é assim que deverá soar: melhor, divertida, genuína, absolutamente sem se importar com o mundo e a melhor pílula de felicidade do mercado atualmente.

Hayley Williams é a estrela pop que temos ignorado por quase uma década. É difícil para as pessoas abandonarem a confusão do gênero “pop punk” e apenas aceitá-la da mesma forma que um remix de Britney Spears? Paramore é música pop para pessoas que não sabem o que é música pop, e é por isso que é perfeito. É o efeito placebo para as massas tão consumidas pela variedade de timbres de músicas felizes, bem, na verdade músicas adequadas, o oposto de Katy Perry vestida como um lutador e confundindo todos nós.

Nós precisamos mudar o que consideramos “música pop” antes que seja tarde demais. Depois de tudo, Taylor Swift não canta, e quando ela tenta dançar parece apenas engraçado. Miley Cyrus é louca, se comportando como uma estrela pornô para vender ingressos. Katy Perry não consegue dançar, nem cantar, ou até mesmo passar um minuto no palco sem exigir uma produção do nível da Broadway para cobrir seus tropeços.

Hayley Williams não sofre de nenhuma doença “Britney Spears”, que não consegue mais dançar ou remotamente chegar perto de escrever uma música. Por que estamos deprimidos? Porque aceitamos nossas estrelas do pop como nada além de artistas baratos, dispostos a hipersexualizar suas apresentações para causar polêmica?!

Hayley Williams é a cura para o nosso sentimento de desamparo, e em termos de música pop, ela é a maior estrela que nós não aceitamos como adequada para tal. Por que? Porque ela é boa demais para nós, ela possui muito talento e bondade para o nosso paladar de música pop deprimido lidar. Nós precisamos superar isso; o nível da música pop está ficando cada vez maior, isso está na ciência, e o futuro do gênero é Hayley Williams.

 

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Milena Riboli

"I am a loud person." Par(AMOR)e. Avril Lavigne. Música. Chocolate. Taylor York. Livros. Preto. Perfeccionismo.