Hayley Williams fala sobre a importância de encorajar mulheres e suas experiências em comunidades femininas

A banda Soccer Mommy – que abriu alguns shows do Paramore durante as turnês do After Laughter – foi destaque no The New York Times, em matéria para a qual Hayley Williams foi convidada a falar sobre a banda.

A entrevista de Hayley foi publicada na íntegra pelo jornalista Joe Coscarelli no Twitter. Nela, a cantora fala abertamente sobre suas experiências dentro da comunidade de mulheres artistas e sobre sua dificuldade em se sentir segura no mundo do entretenimento mesmo depois de anos de carreira.

Confira a tradução:

Há alguns anos, eu me vi suplicando por uma conexão com uma comunidade de mulheres — na verdade, com qualquer expressão de feminilidade — especificamente na música e na arte.

Eu estava muito animada em conhecer tantas artistas durante aquela época através de playlists do Apple Music e do Spotify. Ocorreu um crescimento e de repente eu não queria passar um dia sequer sem escutar Sunflower Bean, Alvvays, Big Thief, Phoebe Bridgers, Cherry Blazerr, Japanese Breakfast, Jay Som ou Soccer Mommy… a lista é bem maior que isso, de verdade.

Quando o último álbum de Soccer Mommy foi lançado, a primeira música que ouvi dele foi “Your Dog”. Eu poderia imediatamente me colocar na imagem que ela estava pintando com suas palavras. Eu me senti atraída pela sinceridade e simplicidade de seu cenário musical. Também me senti esperançosa pelos jovens, por guitarras e por clubes legais trazendo shows para que as pessoas possam se sentir conectadas à música e entre eles. Todas as coisas que me trouxeram um sentimento de pertencimento ainda são reais, relevantes e muito necessárias para a próxima geração.

Assim que a música terminou, eu mandei uma mensagem com um link para os meus colegas de banda e nós decidimos convidar a Soccer Mommy para abrir para o Paramore numa grande turnê de verão.

Sophie foi mais legal do que nunca durante a turnê. Ela e seus colegas de banda sentariam para comer e eu passaria por eles e diria “olá” e eles provavelmente nunca saberiam que eu estava morrendo, pelo fato de que eles me lembravam demais de mim e os garotos, sentados e reunidos como The Goonies. Eles não eram tão jovens quanto nós éramos, mas eu ainda me senti como uma irmã mais velha orgulhosa os assistindo tocar para uma audiência repleta de fãs do Paramore.
Ouvir Sophie falar sobre a setlist deles todas as noites era sempre interessante e inspirador. Como musicista e cantora, ela se cobrava demais em relação a algumas performances.

Uma coisa que me chamou a atenção foi um momento em que vi Soccer Mommy saindo do palco em uma das noites da turnê. Sophie estava apontando os erros que cada um cometeu durante o set e o que precisariam melhorar. Não estava sendo ridículo e menos ainda egoísta. Na verdade, eu estava sendo inspirada por ver o quão legal ela estava sendo em liderar a sua banda.

Se formos honestos, eu nunca fui daquele jeito com a minha banda. Ainda não sou. Eu admito que surjo com ótimas ideias e que sou muito musical e envolvida em todos os aspectos da existência do Paramore. Mas olhando em retrospecto, devem ter sido os anos e anos de estranhas interações com a imprensa e da dinâmica da banda que me assustaram. Até mesmo hoje, Taylor e Zac têm que me encorajar a estar bem comigo mesma.

O interessante sobre isso é que eu sinto um constante impulso para encorajar jovens mulheres musicistas, e que se identificam com o feminino, a estarem bem com elas mesmas, ainda que eu mesma não esteja. Pode ser um pouco confuso, mas eu acho que, no final, tudo dá certo.

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Rita Nogueira