O Daily Mail Online obteve informações exclusivas sobre o processo que Jeremy Davis, ex-baixista do Paramore, move agora contra a banda e seus ex-parceiros, Hayley Williams e Taylor York. Confira a tradução na íntegra:

EXCLUSIVO: “Não é divertido” [em referência à “Ain’t It Fun”] brigar por seu dinheiro! Ex-membro do Paramore acusa Hayley Williams de apunhalá-lo pelas costas, o traindo em questões de royalties e crédito.

• Jeremiah “Jeremy” Davis, 31 anos, abriu um processo federal contra os ex-companheiros de banda, Hayley Williams e Taylor York, por quebra de contrato e fraude
• Nos documentos, Davis afirma que eles concordaram em dividir a autoria de canções escritas em 2013, para o álbum autointitulado, “Paramore”
• Ele é co-autor de 17 músicas, mas foi creditado em apenas uma parcial, um interlúdio de um minuto e nove segundos, de acordo com o processo
• Os documentos afirmam que Davis criou o “estilo funky” de um dos maiores hits da banda, “Ain’t It Fun”, que vendeu mais de dois milhões de cópias
• Davis está pedindo sua parte dos royalties e também para que os direitos de autor sejam editados por Williams e York para incluir seu nome

“Viver no mundo real” [também em referência à “Ain’t It Fun”] pode ser uma realidade dura — o que Hayley Williams, do Paramore, está descobrindo agora.

A vocalista está sendo golpeada com uma ação federal pelo ex-colega de banda, o baixista Jeremiah “Jeremy” Davis, de 31 anos, sobre a parcela de royalties que ela se recusa a pagá-lo e também por mentir sobre quem realmente escreveu suas músicas.

Também nomeado na ação judicial, está o ainda membro Taylor York, Mark Mercado e a Fly South Music Group, que forneceu serviços de gestão para os membros da banda, bem como Jason B. Childress e a Curo Financial Management LLC, que prestou serviços de gestão para a banda.

Davis está acusando por quebra de contrato e fraude.

Em documentos judiciais exclusivamente obtidos pelo Daily Mail Online, Davis afirma que Williams, de 27 anos, e York, de 26, concordaram em dividir a autoria das músicas escritas em 2013 para “Paramore”, o álbum autointitulado.

Ele diz que contribui para todas as 17 canções do álbum e reclama crédito sobre o estilo “funky” contido nas músicas, de modo geral — especialmente no hit de maior sucesso da banda, “Ain’t It Fun”, que atingiu número 1 nos charts da Billboard, vendeu mais de dois milhões de cópias e ganhou um Grammy por “Melhor Canção de Rock” [Best Rock Song] em 2015.

Outros singles de sucesso da banda incluem “Still Into You”, “The Only Exception” e “Misery Business”.

No entanto, documentos do tribunal afirmam que Davis não foi creditado por qualquer dos trabalhos que fez no álbum, a não ser por uma canção que foi descartada.

O processo alega: “O autor não está listado como co-autor de nenhuma das composições musicais incorporadas no álbum Paramore, com exceção de uma parcial de um minuto e nove segundos, um interlúdio chamado “Interlude: Holiday”, que está disponível apenas para quem adquire o álbum Paramore completo, não podendo ser comprada separadamente.”

Em seguida, Davis também se direciona à Hayley em documentos do tribunal, isso por tê-lo creditado publicamente em entrevistas sobre seu papel em “Ain’t It Fun”, mas não fazendo o mesmo por trás das câmeras, não lhe dando crédito onde é realmente devido.

Leia também: Em batalha judicial contra o Paramore, Jeremy Davis reivindica direitos a royalties

O processo também diz que Davis nunca foi devidamente compensado por sua co-autoria da música, e como resultado, ele “sofreu danos monetários substanciais como resultado da conduta ilegal dos réus, incluindo, mas não se limitando a isso, ser excluído de receber royalties, licenças e outras receitas geradas a partir das composições musicais e gravações de som incorporadas no “Paramore”.

Na sequência, Davis acusa Mercado, a Fly South Music Group, Childress e a Curo Financial Management na ação, alegando que eles falharam em aconselhá-lo de forma adequada, justamente a razão pela qual eles foram contratados.

O Paramore foi formado no verão de 2004, com Davis sendo um dos membros originais. Ele deixou a banda em dezembro do ano passado.

A banda postou uma mensagem no Facebook para os fãs, onde se lê, em uma parte, algo como “Nós escrevemos e reescrevemos isso incontáveis vezes, e não há uma maneira de colocar isso… Jeremy não estará mais na banda conosco. Para sermos honestos, tem sido muito doloroso. Depois de tomarmos um tempo para considerarmos como seguir em frente, nós descobrimos que realmente acreditamos que o Paramore pode e deve seguir em frente. E assim o faremos.”

Davis está pedindo a um juiz para que faça com que os direitos autorais sejam editados por Williams e York, a fim de adicionar o nome dele, bem como ter o pagamento de danos diretos e emergentes concedidos, e honorários advocatícios pagos.


P.S.: O Paramore Brasil faz tradução livre em suas matérias, podendo destoar dos escritos da matéria original, sempre a fim de esclarecer informações, tornando o texto mais compreensível para seus leitores.

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6 Replies to “Em novos detalhes do processo judicial, Jeremy Davis acusa o Paramore por fraude e quebra de contrato”

  1. até onde eu sei, e de acordo com entrevistas, o funky do aint it fun foi ideia da hayley e do taylor, inspirados por uma música que ouviram na rádio..

  2. é meio triste ver a banda se “despedaçando” desse jeito e brigando em um nível desse… (sim sim eu sei, eles ainda são “Paramore”, mas mesmo assim acho triste)

  3. Tá, ele virou pai, ok, entendo. Mas pra criar filhos a gente tem que primeiramente trabalhar. Ele quer ganhar uns trocados aí. Uma banda é uma marca só. Não acredito nessa fraude. Mantenho-me em dúvidas.

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