O Paramore se apresenta hoje (19) na Arena Manchester, como parte da terceira turnê de divulgação do After Laugher, e, mesmo antes do show, já está mostrando aos fãs que o dia de hoje pode ser muito especial: a banda enviou produtos do Starbucks e pizzas para os fãs que estão aguardando do lado de fora da casa de shows, e que estão realizando uma campanha nas redes sociais para que haja uma performance da música ‘26‘, devido à mensagem de esperança que ela carrega. O show de hoje será um dos primeiros da Arena desde um atentado ocorrido em 2017, durante um show da cantora Ariana Grande.

Devido à nova setlist da #TourThree, ainda não se sabe se a banda será capaz de apresentar a música – no entanto, nosso trio favorito participou de outra ação: a revista independente Big Issue North será vendida nos portões da Arena, por ‎£2.50, e todos os lucros das vendas serão transformados em doações para moradores de rua de Manchester. 

A edição impressa conta com uma entrevista com Hayley Williams; além disso, a revista liberou, em formato digital, um Q&A com toda a banda. Tudo – desde a entrevista até a parte das vendas – é feito pelos próprios moradores de rua.

Confira o Q&A traduzido abaixo:

 

 

 

 

Big Issue North: Todo mundo ainda está se recuperando do Natal, mas você já está saindo em turnê.
Hayley Williams: É um jeito bom de começar o ano. A turnê que fizemos na Europa e no Reino Unido no ano passado foi demais – e foi a primeira vez que entramos em turnê com o After Laughter e a primeira vez que nós três estávamos em um palco novamente juntos, então é legal voltar agora que temos toda a experiência de 2017 conosco, para deixar os shows de agora ainda melhores. Vai ser bom estar no palco com um pouco mais de confiança no que estamos fazendo.

BIN: Esse show é o maior da turnê?
Taylor York: Nós costumávamos querer que todas as turnês fossem maiores, com uma produção maior. Antes era sobre a quantidade, mas agora eu acho que estamos num ponto em que queremos fazer os shows da melhor maneira que conseguirmos. Não estamos tentando transformar esse show no maior da turnê somente para ser o maior de todos – estamos tentando fazer um show no qual acreditamos. Estamos ansiosos pelas músicas e pelo show e pelo jeito que juntamos tudo, então, de certo modo, a sensação é de que essa é a maior coisa que já fizemos na vida, pessoalmente.

BIN: Como foi o ano de 2017?
Zac Farro: 2017, para mim, foi o ano mais produtivo que tive na vida em muitos anos. Voltar para a banda realmente salvou minha vida – ter essa oportunidade, essa segunda chance. Foi um ano difícil, mas trabalhamos muito e muitas coisas pessoais aconteceram em nossas vidas, mas conseguimos tocar em algumas das arenas mais legais também. De modo geral, foi um ano muito, muito positivo e é realmente encorajador que, mesmo depois de tantos anos tocando algumas dessas músicas, de alguma forma nós conseguimos aproveitar muito mais agora do que antes. Eu estou muito orgulhoso de nós.

BIN: Toda vez que nós entrevistamos uma banda, o homus parece ser uma das comidas mais populares nos ônibus de turnê. A vida saudável é rock & roll agora – vocês deram início a isso.
Hayley: Eu nunca promovi que me abstenho de tudo que não é saudável, mas eu acho que tomar decisões baseadas no seu próprio coração e não na pressão para fazer algumas coisas é algo que as pessoas enfrentam desde que estão na escola, até o fim de suas vidas. Algumas situações mudam dependendo do ambiente em que você está e as escolhas que você precisa fazer às vezes se tornam mais complexas conforme você envelhece. Eu me lembro de crescer na estrada e estar ao lado de todas essas bandas mais velhas e isso parecia legal, e eles faziam mais coisas do que nós na época porque ainda estávamos terminando a escola e saindo de van para conseguirmos chegar a um show. Agora que somos mais velhos e que já estamos na estrada desde 2005, eu não consigo imaginar como deve ter sido difícil para bandas dos anos 80 e 90 que lidavam com algum tipo de vício conseguir manter uma agenda de responsabilidades enquanto banda. Existem muitos cuidados a serem tomados, eu acho, dependendo das escolhas que você faz e dos motivos que te levam a tomá-las. Você pode ser alguém que gosta de estar na estrada e que gosta de sair para beber sem ser uma caricatura acabada de uma estrela do rock. Nós nunca fomos nada disso e nós também gostamos muito do que fazemos. Mas eu não quero pintar a imagem de que somos um grupo perfeito de pessoas que vão para a cama logo depois do show.

BIN: A decisão de abandonar o pop punk no último álbum foi algo que vocês fizeram conscientemente?
Taylor: Quando começamos a banda nós éramos muito, muito jovens. Eu e o Zac nos conhecemos quando tínhamos 11 ou 12 ou 13 anos, então quando ouvimos as músicas que tocávamos na época, é muito diferente de onde estamos agora, 15 anos depois. Você definitivamente quer honrar e respeitar o lugar de onde você veio e as coisas que você fez, mas se nós fizéssemos as mesmas músicas de antes, acho que não seríamos mais uma banda. Nós estávamos cientes da mudança, mas não só porque queríamos fazer algo diferente, nós também esperávamos fazer algo parecido com o que nós ouvimos e adicionar em nosso som um pouco mais de influências, mais do que fazíamos no passado. Eu acho que, depois de tantos anos estando em um certo cenário musical, é importante mover para algo novo (e nós precisávamos mudar), porque mesmo se tentássemos reescrever nossos álbuns antigos, seria uma versão totalmente diferente do que já havíamos feito.

BIN: O que vocês esperam de 2018?
Zac: Pela primeira vez, com esse álbum – nos nossos 20 e poucos anos – estamos vivendo a experiência de estarmos presentes e unidos de uma maneira muito autêntica, enquanto trabalhamos muito e fazemos um tipo de arte no qual acreditamos. Em 2018 nós queremos fazer mais turnês e shows, mas nós queremos fazer isso direito para que seja verdadeiro. Há muita pressão no mundo da música para que uma banda seja grande, e nós só estamos tentando descobrir como podemos continuar saudáveis e manter a vontade de fazer arte e de dar aos fãs e outras pessoas que amam nossa música ótimos shows. Então estamos só lutando e tentando descobrir tudo isso ao mesmo tempo.

A edição impressa será traduzida em breve.

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2 Replies to “Paramore participa de ação com moradores de rua para fortalecer causa social em Manchester”

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