Hayley Williams fala sobre a renovação de sua identidade visual como artista, dentro e fora dos palcos

Aproveitando a data de lançamento do novo álbum, a revista americana Entertainment Weekly publicou uma entrevista exclusiva com Hayley Williams, que falou sobre as dificuldades enfrentadas pela vocalista e pela banda desde a saída de Jeremy Davis, em 2015, e durante o processo de criação do novo álbum.

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Confira, abaixo, a tradução da entrevista, que já está disponível nas bancas:

ENTERTAINMENT WEEKLY: Antes de mais nada: você pode explicar o nome do álbum, After Laughter?

HAYLEY WILLIAMS: Tem a ver com a cara que uma pessoa faz quando ri muito e depois acaba voltando para a realidade – eu gosto de ficar vendo isso. Talvez eu seja um pouco assustadora. (Risos)

EW: Já faz quatro anos desde que o Paramore lançou um álbum, e muita coisa mudou – esse é o primeiro álbum sem o baixista co-fundador Jeremy Davis, que saiu da banda em 2015. Como tem sido? 

HW: Quando você cresce em um grupo de amigos, você vai brigar pelas coisas, e isso não é diferente da nossa realidade. Nós temos que viver algumas dessas coisas, e infelizmente não tem como escapar delas de um jeito gracioso. Foi vergonhoso, sabe? Ainda é um saco. Mas é a vida, e às vezes ela é muito dolorosa.

EW: O single “Hard Times” é uma música uptempo [com ritmo acelerado, a mais de 120 bmp]. Mas há uma camada obscura com alusões líricas aos sofrimentos da banda. Como isso foi feito?

HW: Eu percebi que não precisava combinar todos os sentimentos que eu tinha com a música. Talvez o fato de que eu consigo colocar um pouco da minha tristeza em canções que me fazem querer dançar e me mover bastante seja uma coisa boa. Talvez me ajude a passar por tudo isso. E foi tudo muito verdadeiro para nós três. Nós precisávamos de um lugar para expressar os sentimentos sobre os quais é difícil falar. Essas músicas nos ajudaram. Acho que elas foram um terapeuta, de alguma forma. (Risos)

EW: Em algum ponto você considerou desistir?

HW: Tive muitas conversas enquanto tomava café [com o companheiro de banda Taylor York]. Nós pensamos, “talvez a gente deva começar algo novo.” Mas Taylor disse, “Se começarmos uma nova banda e as pessoas chamarem de Paramore, você vai ficar muito brava. Então é melhor continuar sendo o Paramore.” Eu acho que conseguiria ficar contente mesmo se continuássemos criando coisas juntos sem nunca lançar um álbum, mas o fato de que fizemos isso e as pessoas podem ouvir – eu ainda estou me beliscando.

EW: Falando sobre algo mais feliz, o baterista Zac Farro, que saiu do Paramore em 2010, retornou recentemente.

HW: Parece que eu recuperei um pedaço de mim! Eu tenho um dos meus melhores amigos de volta, e mal posso esperar para estar no palco, na frente das pessoas, virar de costas e vê-lo de novo.

EW: Você e os membros da banda eram adolescentes quando o álbum de estreia do Paramore saiu, em 2005. Como é crescer debaixo dos holofotes? 
HW: É como aquela cena em Missão Madrinha de Casamento: “Acho que se você está crescendo, você está mudando.” (Risos) Eu sempre penso muito nessa cena, mas também ainda me sinto como aquela menina de 16 anos de idade que entrou na van e saiu pela estrada com o pai no volante. Nós éramos bebês.
EW: Você mudou sua marca registrada, seu cabelo laranja, para o loiro platinado. Por quê? 
HW: Essa coisa do cabelo é muito sensível para mim. Um ano atrás, eu liguei para o meu cabeleireiro e disse, “Eu estou passando por muitas coisas emocionalmente. Eu preciso de um recomeço. Eu preciso que você descolora meu cabelo.” Foi muito importante para mim, nos meus 27 e 28 anos, acordar todos os dias e mostrar para mim mesma que não sou uma pessoa que vive no passado. Quando chegar a hora da Hayley Neon voltar à vida, ela vai voltar. Mas agora, esta sou eu.
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Larissa Stocco

They may be hard times, but at least they're neon ▪ Instagram: @laristocco