Inspirada pelo Paramore, Laura Rizzotto brilha em Nova York com músicas autorais

Esta edição da Área do Fã conta com uma convidada pra lá de especial: Laura Rizzotto, dona de uma trajetória incrível no mundo da música e de talentos indiscutíveis!

A musicista, dançarina e compositora carioca tem mais de 50 canções originais publicadas, a maioria delas em inglês. Laura começou a tocar piano aos 9 anos de idade, e escreveu sua primeira canção, “Reason Why”, com 11 anos, quando vivia em Edina, Minnesota. Aprendeu sozinha a tocar violão e ukulele, no início de sua adolescência.

Laura começou a performar suas próprias músicas no Rio de Janeiro, aos 15 anos. Seu primeiro acordo de gravação, com a Universal Music Brazil, aconteceu quando ela tinha 16, depois que um agente viu sua apresentação no Modern Sound, em Copacabana. Seu álbum de estreia, “Made in Rio”, lançado em 2011, foi produzido pelo britânico Paul Ralphes, e a canção “Who You Are”, pelo brasileiro Eumir Deodato.

“Made in Rio” foi criticamente aclamado e divulgado nas mídias brasileiras. Laura fez participações especiais em programas de TV e promoveu o álbum com performances ao vivo no Rio de Janeiro e São Paulo, com uma banda formada por seis pessoas. O single “Fish Out of Water” foi incluído na trilha sonora de uma novela da Rede Globo.

Ela abriu o principal show de Demi Lovato no Brasil, com uma plateia de 7.000 pessoas, em abril de 2012. Pouco depois, Laura recebeu uma oferta de bolsa de estudos no Berklee College of Music. Ela deu uma pausa na carreira para se mudar para Boston, em busca de seu bacharelado em música. Foi destaque na faculdade por 3 semestres consecutivos e lançada nas rádios de Massachusetts.

Em junho de 2013, ela foi convidada para participar do International Pow Wow Expo, no Las Vegas Convention Center, onde se apresentou para uma audiência de 6.000 delegados dos Estados Unidos e outros 70 países.

Em agosto de 2013, Laura se mudou para Los Angeles, onde gravou o álbum “Reason To Stay”, lançado em 16 de janeiro de 2014. O álbum apresenta 11 canções originais escritas e publicadas por Laura, 3 delas em colaboração com seu irmão de 21 anos, Lucas. “Reason To Stay” foi produzido em Los Angeles e Tóquio, por Nicolas Farmakalidis, e masterizado por Brad Blackwood, vencedor do Grammy Awards.

Formada na California Institute of the Arts em dezembro de 2014, se mudou para Nova York, onde performa atualmente e está trabalhando em seu terceiro álbum, com previsão de lançamento para 2016. Mas, enquanto a estreia não acontece, Laura mantém seus fãs informados por meio de suas redes sociais, nas quais, revelou também, mais uma de suas qualidades, ao publicar um cover de “The Only Exception”. Isso mesmo! Além de tudo, ela é fã do Paramore!

Nossa equipe teve o prazer de conversar com Laura, sobre sua carreira, sua vida, e sobre nossa banda favorita. Você não pode perder esse bate-papo, e não pode deixar de conferir o cover de “The Only Exception”:

Você é fã do Paramore há muito tempo? Lembra-se da primeira vez que ouviu uma música deles? Se sim, qual foi ela, e quando?

R: Tem anos que sou fã da banda! Lembro claramente da primeira vez que vi o clipe de “Misery Business” no TVz do Multishow, lá por 2007/2008. Fiquei viciada no clipe, na música e, claro, no cabelo épico da Hayley. Acompanho o trabalho da banda desde então.

Além de seu violão, que, por mensagem, você nos contou que foi batizado de Hayley, você tem outros instrumentos? Se sim, qual é o seu favorito?

R: Meus instrumentos ouvem todas as minhas histórias, pensamentos, confissões e me ajudam a transformar tudo isso em músicas. São meus melhores amigos, de uma forma, e acho que todo amigo merece um nome! Além da Hayley, tenho outro violão, que chamei de Shelby, um teclado, que nomeei de The Bird, e uma guitarra que chamei de Joss. Todos os nomes vêm com uma história! Admito que tenho um xodó especial pela Hayley e pelo Shelby, os dois violões.

Quais são suas principais influências musicais femininas?

R: Ouço um pouco de tudo então minhas influências são bem misturadas. Para meu próximo álbum, algumas de minhas grandes influências femininas são Lana Del Rey, Kimbra, Beyoncé, Sky Ferreira e Adele.

Além da influência em suas músicas, o Paramore serve como inspiração para você, de alguma forma, como estilo de vida?

R: A banda me inspira de diversas formas! O que eu mais admiro do Paramore é a simplicidade da banda. Como eles próprios dizem, “we are all about the music”. Eles conseguiram atingir o topo do mainstream do mercado sem comprometer sua identidade musical nem qualidade de seu som, estão sempre se inovando e, mesmo depois de todo o sucesso absurdo que conseguiram alcançar, permaneceram com uma humildade e simplicidade admirável. Tudo isso é uma fonte de inspiração incrível.

Qual música do Paramore você acha que tem os vocais mais difíceis?

R: “All I wanted”, sem a menor dúvida. Aliás, foi a partir dessa música que eu nomeei o meu violão de Hayley.

Você já pensou em ter uma banda, como o Paramore, ou sempre optou por carreira solo?

R: Sempre quis seguir carreira a solo. Até pensei em ter banda quando era mais nova e ainda estava no colégio. Eu já tinha certeza que queria seguir carreira como música, então levava bem a sério. A questão é que os meninos que tocavam comigo da minha idade faziam mais por hobby e brincadeira, então o nível de comprometimento era muito diferente para investir numa banda. Segui sozinha mesmo com minhas composições e não podia estar mais feliz!

Você já teve a oportunidade de apreciar o Paramore ao vivo? O que achou do show, como um todo?

R: Ainda não tive essa sorte!! Mas está na minha lista de coisas para fazer em 2016.

Recentemente, o Paramore anunciou o segundo Parahoy, um cruzeiro que sairá de Miami, na Flórida, e irá até Cozumel, no México, entre os dias 5 e 9 de março de 2016, com a presença do trio e várias outras bandas. Você já tinha ouvido falar sobre ele? Gostaria de embarcar?

R: Não estava sabendo deste cruzeiro! Que incrível! Se eu gostaria de embarcar???? Por mim já estava no navio!!!!!! Hahaha

Você já teve a oportunidade de conhecer a banda pessoalmente? Gostaria de abrir algum show deles?

R: Ainda não os conheci, seria incrível e abrir um show deles seria sem dúvida mais do que um sonho. Só a ideia me faz pular de felicidade, hehe.

Sabemos que você tem uma agenda de shows agitada. Como você escolhe os lugares nos quais vai se apresentar?

R: Sou apaixonada por palco e música ao vivo! Tem uma energia e força muito diferentes. Por isso, estou sempre saindo para conferir bandas novas e lugares diferentes, e assim vou conhecendo as venues. Também fico sabendo de lugares legais conversando com outros músicos. Outras vezes é o próprio lugar que entra em contato comigo.

Qual é a principal diferença entre os fãs brasileiros e os fãs americanos?

R: Aaaah os fãs brasileiros têm uma paixão e energia inigualáveis com fãs de qualquer outro lugar do mundo.

Em qual momento de sua vida você percebeu que a carreira no mundo da música era realmente a que você queria seguir?

R: Sempre tive a certeza dentro de mim que queria seguir um caminho com música. A ficha caiu mesmo quando tinha uns 7 anos e vi a Sandy no palco na época do “Quatro Estações”. Quando a vi cantando, dançando, tocando instrumentos e interagindo com a plateia, eu sabia que era aquilo que queria fazer. Foi aí que comecei a estudar piano clássico, ballet, a compor minhas primeiras músicas e a cantar 24.7!

Você consegue se imaginar exercendo outra profissão? Se sim, qual?

R: Não consigo me imaginar não trabalhando com música, mas, em outra vida, acho que seria apresentadora de TV ou atleta!

Qual você acha que foi o ponto alto de sua carreira, até agora?

R: Lançar meu segundo álbum, “Reason to stay”, de forma completamente independente. Tive controle de todo o processo criativo nos mínimos detalhes: desde compor o repertório até escolher as fotos do encarte, o conceito visual e musical, o look do site, a ordem das músicas, tudo tudo. Foi uma experiência incrível de muito aprendizado e que me fez crescer muito como artista independente e profissional.

Sabemos que você estudou no Berklee College of Music. Você passou por algum tipo de dificuldade de adaptação na faculdade?

R: Não senti dificuldade a me adaptar a faculdade, mas sempre é um pouco difícil no começo se acostumar a viver numa cidade e país diferentes sem conhecer ninguém. Por aqui, as pessoas têm uma maneira de interagir um pouco mais formal no começo. Principalmente para quem está acostumado com o calor brasileiro, é um choque cultural. A faculdade em si já era um desafio porque estava cheia de músicos talentosíssimos da minha idade querendo a mesma coisa que eu e trabalhando incansavelmente por isso. Foi uma experiência inspiradora incrível que me deu mais garra e determinação. Foi só uma questão de tempo para estar 100% adaptada e com pessoas incríveis por perto, com quem sou muito próxima até hoje.

O que acha que é mais difícil na vida de uma pessoa que ainda está se desenvolvendo no mundo da música?

R: Não existe fórmula nesta indústria e temos que ser pacientes e dar tempo ao tempo. Ser músico não é só uma profissão ou uma carreira: é um estilo de vida. Você tem que incorporar e querer isso mais do que tudo, 24 horas por dia, de domingo a domingo. Às vezes é cansativo e ficamos tão ansiosos pelo sucesso que nos tornamos impacientes, mas é só seguir seu instinto e dar tempo ao tempo.

Quais são seus planos para o futuro?

R: Estou trabalhando no material do meu terceiro álbum já, que pretendo lançar em 2016. Também estou com planos de fazer mais shows não só em NY, mas em outros cantos dos EUA e do mundo ano que vem. Meu grande sonho é ter uma carreira internacional e dar a volta ao mundo com minha música. Planejo continuar na busca deste sonho!

O que você mais gosta de fazer em seu tempo livre?

R: Adoro pegar no meu violão e ficar brincando de criar dedilhados novos. Também gosto de relaxar com amigos e meus irmãos (Lucas e Carol; eles são meus BFFs <3) e sair com eles por aventuras na minha cidade linda, New York City. Adoro correr também, assistir filmes, ler e fazer qualquer atividade ao ar livre.

Gostaria de deixar um recado para os fãs de Paramore, músicos no geral, amigos ou familiares?

R: Meu recadinho para os fãs de Paramore é que fico muito, muito, muito feliz de ver uma comunidade tão unida de fãs brasileiros que apoiam a música dessa banda tão fantástica. Especialmente como música, fico mais feliz ainda de ver essa energia positiva fantástica e paixão incrível que vocês têm pela banda, uma paixão que compartilho com vocês. You guys ROCK!

Agradeço por todo o carinho e, claro, adoraria conectar com todos vocês em minhas redes sociais. Tenho Facebook, Instagram, SnapChat, Twitter, tudo que tem direito! (Links abaixo).

Um beijinho para todos vocês e até a próxima!

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O Paramore Brasil deseja muito sucesso, e espera poder ver a Laura abrindo os shows do Paramore um dia! <3
E você? Já conhecia o trabalho dela? O que achou da entrevista? Conta pra gente nos comentários! 🙂

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Larissa Stocco

They may be hard times, but at least they're neon ▪ Instagram: @laristocco